03 Abril 2013
A Anatel resolveu dar uma sobrevida à rede analógica de celular, conhecida pela sigla AMPS (Advanced Mobile Phone Services). O conselho diretor da agência decidiu hoje que a rede continuará funcionando até dezembro de 2015, quando estará em vigor a tecnologia digital na faixa de 450 MHz.
O fim do celular analógico no Brasil havia sido anunciado pela Anatel em 2010 e o desligamento do sistema estava previsto para fevereiro deste ano, conforme resolução nº 562/2011.

Segundo a agência, no entanto, a prorrogação é necessária por conta do grande número de clientes do Ruralcel, que usam a rede móvel analógica para seus telefones fixos e que são atendidos pela concessionária de STFC. A Oi, responsável por atender esses usuários, foi quem solicitou o adiamento.
O relator do processo, o conselheiro Rodrigo Zerbone, destacou que ainda há no Brasil algumas centenas de usuários de telefone fixo, que usam a rede analógica das operadoras de celular para se comunicarem. Segundo ele, a Vivo ainda tem 1.332 estações rádio-bases analógicas e a TIM outras 608 estações AMPS. Embora as redes sejam das operadoras de celulares, a obrigação de atender esses clientes é da Oi, concessionária de telefonia fixa. É ela quem fica responsável por por remunerar as duas empresas para que essas estações sejam mantidas.
Conforme a Anatel, a Oi deve pagar R$450 mil para a Vivo e R$1,075 milhão para a TIM manter a rede. Durante esses 33 meses de sobrevida da tecnologia AMPS, a Oi deverá dar toda a assistência técnica aos usuários.
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